Coxim, MS
20 de outubro de 2020
Plantão
67 9 9659 6042

Réu que teve o júri anulado pelo TJMS é absolvido em novo julgamento em Coxim

Foto: Divulgação

M.L.F.B. havia sido acusado juntamente com outros dois réus, N.G.S. e W.M.M., pelo homicídio duplamente qualificado contra Jhonatan Batista de Souza e pela tentativa de homicídio duplamente qualificada contra Josimar Schimanski dos Santos, ocorridos as 06 horas da manhã do dia na data de 10 de maio de 2014.

Segundo relatos, por volta das 05 horas da manhã da data, os réus, que estavam bebendo no bar do Shimanski se envolveram numa confusão, onde o dono do bar queria o pagamento de um consumo que os réus negaram que teriam feito.

Os réus saíram correndo do bar até uma bicicletaria localizada na Rua Otacílio Severo dos Santos, que fica a mais de 500 metros do referido bar.

O dono do bar e a vítima Jhonatan foram atrás deles, e ao os encontrarem, teriam tacado pedras nos réus, momento em que N.G.S. teria pegado uma arma de fogo e atirado a esmo na direção das vítimas.

Schimanski correu desesperado na direção da Praça do Pescador juntamente com os réus W.M.M. e M.L.F.B.; mas Jhonatan ficou e continuou indo na direção do N.G.S., que o pegou pela gola da camiseta e efetuou um disparo em sua cabeça, vindo então a vítima a falecer.

A Polícia Militar chegou logo após o ocorrido, tendo então dado voz de prisão aos réus.

Duas testemunhas oculares presenciaram os fatos. A primeira, disse que presenciou três indivíduos bastante alterados (bêbados) passando pela rua, quando ouviu M.L.F.B. dizendo “vamos regaçar, vamos regaçar”, tendo tais indivíduos ido até um veículo VW Gol antigo que estava na garagem da bicicletaria.

Logo depois Schimanski juntamente com uma pessoa de pele morena teria ido de encontro aos réus dizendo “vamos lá no bar, vamos conversar, vamos acertar”.

Quando N.G.S. pegou uma arma que estava dentro do carro e disparou, ou seja, sem qualquer mira em direção ao proprietário do bar e ao rapaz de cor morena”.

Com o disparo,Schimanski saiu correndo em direção a Praça do Pescador, assim como W.M.M. e M.L.F.B., momento em que N.G.S., executou a vítima Jhonatan.

Já a segunda testemunha, além confirmar tudo o que a primeira testemunha disse, narrou que não viu os réus W.M.M. e M.L.F.B. segurando a vítima fatal, bem como não viu nenhuma ação contra a vítima Shimanski.

O primeiro júri ocorreu em junho de 2016, a acusação foi promovida pelos promotores Rodrigo Cintra Franco e Marcos André Santana Cardoso, onde a defesa dos três acusados foi feita pelo advogado Alex Viana.

Os jurados absolveram o réu W.M.M. de todas as acusações; condenaram N.G.S. somente no homicídio contra Jhonatan, sendo absolvido por 04 a 03 da tentativa contra Schimanski; entretanto, condenaram M.L.F.B. pela prática dos dois crimes.

Desta condenação houve a impetração de recurso pedindo a anulação do julgamento, onde a Procuradoria de Justiça concordou com o advogado Alex Viana, reconhecendo assim o vício no julgamento, onde o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul anulou a condenação e determinou que fosse realizado outro júri.

Na data de 15 de outubro deste ano, o júri foi realizado dentro do protocolo de biossegurança, o promotor Marcos André sustentou a existência do crime e a existência da autoria, chamando o réu de mentiroso.

Alex Viana defendeu a absolvição do réu por existirem provas suficientes de que não houve a prática da tentativa de homicídio contra Schimanski, bem como que o réu não teria concorrido para essa suposta ação, alegando que as duas testemunhas oculares declararam que os outros disparos efetuados por N.G.S. foram a esmo, sem qualquer mira, portanto, não poderia haver a presunção do dolo, e ainda não havia nenhuma prova que o réu M.L.F.B. sabia da existência da arma ou tinha poder sobre a ação do outro.

Uma de nossas fontes que não quis se identificar, disse que o júri foi um verdadeiro embate digno de filme de Hollywood, tanto o promotor, quanto o advogado deram um verdadeiro show de oratória. O Marcos André foi muito incisivo em seus argumentos, dizendo que o réu estava mentindo; já o advogado Alex Viana além de também ser muito incisivo conseguiu comover os jurados, trazendo emoção para o plenário, além de ter vencido os diversos apartes da acusação.

Os jurados entenderam por acatar a tese da defesa, por 04 votos a 03 decidiram que o réu não concorreu para a prática delituosa.

Foto: Divulgação
print

Comments

comments