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17 de Maio de 2018
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Comandante admite dificuldade para substituir praças presos em operação

A PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) teve 21 baixas nesta quarta-feira (17) por consequência da Operação Oiketikus, que mira policiais militares envolvidos com a “Máfia do Cigarro”, e o comandante da corporação, coronel Waldir Ribeiro Acosta, admite que terá dificuldades para substituir os 18 praças – categoria que na hierarquia está entre soldados e oficiais.

Os três oficiais presos tinham função de comando e já foram substituídos. “O subcomandante assume, isso é normal, já está substituído”, afirmou o comandante.

Já sobre a possibilidade de substituir os sargentos e subtenentes, Acosta afirma que terá problemas. “Até mesmo porque a gente já não tem o número ideal, não é?”, acrescentou sobre o deficit no efetivo, que hoje é estimado em cerca de 3 mil homens. A corporação tem atualmente cerca de 6 mil no quadro.

“Triste” – O coronel também comentou que o envolvimento de policiais com crimes afeta negativamente a corporação. “Prejudica uma corporação de está fazendo o trabalho. Na realidade, como dizem, é cortar a própria carne. A gente está fazendo isso, ninguém quer fazer isso, mas como chegou a gente está fazendo. Ontem utilizamos 125 policiais militares para fazer esse trabalho aí. É PM prendendo PM. Triste não é? Ninguém quer. Mas devemos fazer”, comentou.

O comandante afirma ainda que a Corregedoria da PM tem investigações em aberto contra os 21 PMs alvos do Gaeco nesta quarta-feira, mas que a Justiça é quem vai puni-los, caso sejam comprovadas as acusações.

Troca de comando – De acordo com a assessoria de imprensa da PM, tenente-coronel Luciano Espíndola da Silva, comandante da 1ª Companhia de Bonito, já foi substituído. Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira a designação do tenente-coronel Ademir Oliveira.

Já Admilson Cristaldo Barbosa, comandante do 11º Batalhão da PMMS em Jardim, será substituído interinamente pelo subcomandante.

O major Oscar Leite Ribeiro ocupava função de subcomandante do 4º BPM de Ponta Porã, que portanto não ficou sem comando.

Operação – A Oiketikus foi deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (16) em 14 cidades de Mato Grosso do Sul, a maioria delas localizada na rota do contrabando de cigarros. Oiketikus é um inseto conhecido popularmente como “bicho cigarreiro”.

Ao longo do dia, 20 PMs foram presos, três oficiais e 17 praças. O 18º praça se apresentou à noite. Todos eles já estão no Presídio Militar de Campo Grande.

A força-tarefa do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), a “tropa de elite” do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), também cumpriu 45 mandados de busca e apreensão.

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