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4 de Março de 2018
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Bunker do PCC em Ponta Porã faz Justiça de MS encarcerar Galã

Bens apreendidos pela PF durante operação no QG do PCC em Ponta Porã – Foto: Divulgação/Justiça Federal de MS

O estouro de uma mansão que era usada como sede da facção criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC) em Ponta Porã, em agosto de 2017, motivou a Justiça Federal de Mato Grosso do Sul e emitir pedido de prisão por 30 dias para Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, ex-líder da facção na região da fronteira do Estado com o Paraguai.

De acordo com nota divulgada neste sábado pela Polícia Federal, o pedido tem validade inicial de 30 dias, mas poderá ser convertido para preventiva, sem data limite. Galã foi preso na última terça-feira (27), enquanto fazia uma tatuagem em Ipanema, bairro nobre na zona sul do Rio de Janeiro. Ele estava com documento falso, crime de menor potencial ofensivo, e por isso sua prisão poderia ser revertida a qualquer momento.

Com a determinação de prisão da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul por ligação ao tráfico de drogas, as autoridades têm mais chances de manter o investigado detido de forma preventiva.

Em 2017, o ‘bunker do PCC’, como foi chamado pelos agentes federais, foi estourado após tiroteio em casa noturna de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde dois integrantes da facção que faziam a segurança de Galã morreram.

Na mansão, quatro pessoas, todas que seriam subordinadas do traficante, foram presas. Um deles era sócio de Galã em uma empresa de auto peças de veículos montada no Paraguai, com forte indício de ser usada para lavagem de dinheiro. Uma caminhonete Dodge Ram blindada foi apreendida no local.

“A decretação da prisão e o cumprimento do mandado ratificam a periculosidade de ‘Galã’, determinando que permaneça custodiado e não dificulte as investigações dos delitos em que está envolvido”, informou a nota da PF.

Conforme o Portal Correio do Estado revelou, desde essa operação realizada em agosto de 2017 que Galã não era mais visto na fronteira. O traficante, um dos mentores e protagonistas da execução de Jorge Rafaat em 2016 para impor o comando do PCC no comércio ilegal de drogas, passou a ser visto com desconfiança pela alta cúpula da facção por acusações de desvio de dinheiro e fornecimento de entorpecentes e armas para inimigos, além de se envolver com negócios pouco lucrativos à quadrilha, como contrabando e casas de prostituição.

Segundo apurações internas da Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco-SP), o ex-ladrão de carros da zona leste de São Paulo e hoje apontado como o principal ‘funcionário’ de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, vai ser o novo “chefe” do Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

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