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28 de maio de 2020
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Rússia ultrapassa 4.000 mortos por coronavírus

Funcionários do Ministério de Emergências da Rússia, usando equipamento de proteção, chegam para desinfetar a estação ferroviária de Kazansky, em Moscou – AFP

A Rússia ultrapassou nesta quinta-feira (28) 4.000 mortes pelo coronavírus – apontam os últimos números oficiais, que mostram também um declínio das novas contaminações, apesar de testemunhas denunciarem a saturação dos hospitais em São Petersburgo.

O número de mortes na Rússia é agora de 4.142 pessoas, com um total de 379.051 casos registrados de coronavírus. Segundo as autoridades locais, 150.993 pacientes se recuperaram.

Epicentro da epidemia, Moscou registra quase metade dos contágios, com 173.497 casos e 2.254 mortes.

O número diário de novas infecções continua diminuindo progressivamente, com 8.371 novos casos nas últimas 24 horas.

A Rússia atingiu, no início de maio, níveis que superavam diariamente os 10.000 novos casos.

Já em São Petersburgo, a segunda cidade do país e o segundo lugar mais afetado depois de Moscou e sua região, muitos pacientes continuam apresentando a doença, afirmam várias fontes.

Na sexta-feira, o prefeito da cidade, Alexánder Beglov, afirmou que não há “tendência à diminuição da epidemia”.

Em Moscou, as autoridades observaram uma diminuição do número de casos e anunciaram o levantamento, em 1o de junho, de várias restrições impostas há dois meses. Entre elas, a reabertura de alguns comércios e, sob condições, as saídas para passeios.

Nas demais regiões, a situação varia, já que algumas delas começaram um desconfinamento cauteloso em 12 de maio.

O presidente russo, Vladimir Putin, considerou que, se a epidemia foi contida, foi porque “agimos de maneira proativa”.

As autoridades explicam a baixa taxa de mortalidade na Rússia em comparação com a Europa ocidental pelas medidas adotadas no início, por uma política de detecção em massa da população e por uma rápida reestruturação do sistema hospitalar.

Os críticos questionam, porém, a veracidade dos dados oficiais, acusando Moscou de subestimar deliberadamente o número de mortos da COVID-19, o que as autoridades negam.

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