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26 de março de 2020
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Na Capital, comerciantes defendem que lojas voltem a funcionar por pelo menos seis horas

Ao ar livre, Marquinhos Trad, secvretários municipais e comerciantes se reuniram por duas horas. (Foto: Marcos Maluf)

Em cerca de duas horas de reunião tensa, representantes do comércio de Campo Grande apresentaram ao prefeito Marquinhos Trad (PSD) a necessidade de que as lojas voltem a funcionar, apesar da epidemia do novo coronavírus, que já tem 22 casos confirmados na cidade. O chefe do Executivo, contudo, negou qualquer flexibilização por enquanto.

Para o setor, manter lojas fechadas vai acarretar demissões e falências e apresentaram a possibilidade de que os estabelecimentos passem a funcionar por apenas seis horas diárias. Lojas da região central abririam das 10h às 16h e as dos Shoppings, das 16h às 22h.

Estabelecimentos estão sem funcionar devido decreto municipal publicado na semana passada, diante do crescimento dos casos do novo coronavírus em Campo Grande. Reunidos na Esplanada Ferroviária, comerciantes e a prefeitura debateram e apresentaram seus pontos.

Para o primeiro secretário da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Roberto Oshiro, a preocupação é o colapso da economia com a manutenção dos serviços não essenciais fechados. Ele sustentou, por diversas vezes durante a reunião, que os prejuízos seriam imensos, e que se o comércio permanecer fechado pelos próximos dias “vai acarretar demissões e comércios falidos”.

Oshiro comentou também sobre os “pequenos empresários”, como diaristas, encanadores, manicures, que, segundo ele, “trabalham hoje para comer amanhã” e que já estariam passando necessidade, inclusive, contando com doação de cesta básica por parte da associação.

O embate não amoleceu o prefeito, que afirmou que irá manter o decreto, mas abriu possibilidade de facilitar para os micro empreendedores. “Traga algo imediato para salvar os pequeninos. Depois a gente vai afrouxando para os demais”, afirmou o chefe do executivo. Tal proposta deve ser debatida em novo encontro, no sábado.

Para Marquinhos, a única forma da medida que impede o funcionamento do comércio ser alterada, é se a curva de crescimento do coronavírus apresentar queda.

“Por enquanto, não vou mexer no decreto. Eles vão trazer ideias que estão sugestionando no sábado e vamos fazer reunião e ver a estatística de pessoas hospitalizadas e infectadas, e a curva.  A partir da curva e das estatísticas, vamos verificar a necessidade ou não de modificar o decreto”, definiu o prefeito.

Em transmissão ao vivo nesta tarde, para apresentar os dados atualizados do novo coronavírus na Capital, o prefeito reiterou o que foi falado na reunião e acrescentou que para fazer qualquer mudança, “quero ter a segurança da ciência e Medicina, ainda que a ordem econômica me pressione, não posso conflitar com a segurança das pessoas”. “Não podemos estrangular a economia da nossa cidade, mas vamos encontrar um ponto de equilíbrio”, completou.

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