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26 de março de 2020
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Coronavírus circula na Lombardia (Norte da Itália) desde janeiro, diz estudo

Um estudo italiano afirmou que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) começou a circular na região da Lombardia, no norte da Itália, a partir de 1º de janeiro, cerca de um mês e meio antes da cidade de Codogno registrar o primeiro diagnóstico da Covid-19 em todo país, no dia 20 de fevereiro. A análise foi realizada por 14 centros de pesquisa, com a coordenação da Direção Geral de Saúde da região da Lombardia, e divulgada nesta quarta-feira (25) no site “ArXiv”. “A epidemia na Itália permaneceu desconhecida por semanas”, diz um comentário sobre a pesquisa na revista “Nature”, ressaltando que o vírus atingiu o país “muito antes de 20 de fevereiro de 2020”. “Quando o primeiro caso de Covid-19 foi identificado, ele já havia se espalhado por muitos municípios do sul da Lombardia”, diz a pesquisa. Para o físico Giorgio Parisi, da Universidade Sapienza de Roma, o artigo “é um trabalho extremamente interessante que reconstrói a pré-história do coronavírus na Itália”.

Segundo o estudo, no início da pandemia, os casos sintomáticos eram 80%, contra 5% dos casos assintomáticos e 15% dos casos não confirmados, que apresentaram sintomas leves da infecção.

Os autores da pesquisa reconstruíram a origem da epidemia analisando os dados referentes aos 5.830 casos confirmados nos laboratórios da Lombardia, levando em consideração os dados referentes ao aparecimento de sintomas e fazendo a reconstrução da sequência de contatos. Desta forma, os pesquisadores conseguiram identificar os casos esporádicos que apareceram na região entre 1 e 29 de janeiro e, em seguida, os casos mais frequentes de 30 de janeiro a 19 de fevereiro, com um pico de mais de 60 registros ocorridos no dia 18 de fevereiro. Dois dias depois, em 20 de março, surgiu a epidemia, com a identificação do paciente 1 em Codogno.

O grupo também estimou que a taxa de reprodução do vírus era inicialmente de 3 1, mas começou a diminuir após 20 de fevereiro. Além disso, na fase inicial, a epidemia se espalhou exponencialmente, com uma duplicação média de casos a cada três dias em Bergamo, Codogno e Cremona (2,6).

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