Coxim, MS
14 de fevereiro de 2020
Plantão
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Coxim, a “Capital Interiorana dos Projetos Culturais”

Foto: Divulgação

Muito antes da ocupação histórica oficial com a fundação do Arraial de Beliago, em 1729, os antigos Caiapós e Bororos já habitavam a região do que é hoje a cidade de Coxim, no estado de Mato Grosso do Sul, à cerca de 250 quilômetros ao norte da capital, Campo Grande.

Seus modos de vida, línguas, costumes, cultura e tradições ainda podem ser vistos, nos dias atuais, pelos observadores mais analíticos, em diversos fatores do cotidiano regional de Coxim como, por exemplo, o da pesca artesanal e de subsistência, da medicina natural, dos modos e conhecimentos na pequena produção agrícola, no extrativismo vegetal, no folclore e no artesanato, dentre diversos outros.

Com o passar do tempo a região cresceu, foi efetivamente explorada e ocupada, e muitas outras etnias e nacionalidades passaram por lá entre espanhóis, portugueses, alemães, franceses, indígenas, monçoeiros-paulistas etc, em diferentes momentos históricos da humanidade.

No entanto foi só a partir de 1870, com o fim da guerra do Paraguai, que o ambiente de paz propiciou condições socioeconômicas mais favoráveis a um novo processo de desenvolvimento, mais efetivo, como vemos nos dias atuais, tanto que, pouco tempo depois, em 1872, foi fundado o município, obtendo em 1898 sua emancipação político-administrativa.

Assim, por conta de seu posicionamento geográfico historicamente estratégico, fosse como ponto de perambulação dos antigos povos sul-americanos pelo Caminho do Peabiru, das Bandeiras Paulistas ou mesmo da Rota das Monções, dentre outros, Coxim sempre esteve acostumada aos diversos movimentos migratórios e históricos que ajudaram a compor a história do Brasil e da América do Sul, tendo contribuído significativamente para a formação cultural do povo da região.

Atualmente Coxim é uma cidade turística devido à piscosidade de seus rios bem como a sua posição estratégica de acesso ao Pantanal, sendo também reconhecida nacionalmente por suas denominações populares de “Capital Nacional do Peixe”, “Terra do Pé de cedro” e “Portal do Pantanal”, possuindo cerca de um terço de seu território, mais especificamente 2.132 quilômetros quadrados, dentro da planície do Pantanal de Paiaguás.

Considerado também um município-pólo na região norte do estado, Coxim tem a 14ª maior população dos 79 municípios sul-mato-grossenses, e representa o 19º maior PIB do estado, estimado em mais de R$ 530 milhões em 2012 segundo o IBGE, possuindo um dos maiores rebanhos de bovinos do estado, tornando-se também, nas últimas duas décadas, um pólo de ensino, com o estabelecimento na cidade das Universidades Federal (UFMS/CX) e Estadual (UEMS/CX) de Mato Grosso do Sul, bem como o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS/CX), este último com grande reconhecimento público pelas constantes pesquisas e trabalhos científicos de prestígio, inclusive no exterior.

Deste modo, o município destaca-se também no cenário estadual pela vasta produção artístico-cultural, tendo também nomes no cenário nacional como Zacarias Mourão (anos 50, 60, 70 e 80) e a dupla João Bosco & Vinicius (atualmente).  Mas, além da tradição musical, observa-se também a vasta produção literária, folclórica, de teatro, dança, artes visuais, artesanato e inúmeras outras áreas culturais.

Segundo o turismólogo Ariel Albrecht, também consultor de projetos, este ano, só para o Edital 2019/2020 do Fundo de Investimentos Culturais de MS (FIC/MS), a demanda foi de cerca de 20 (vinte) projetos, porém, devido à falta de articulação dos artistas e produtores de cultura locais, menos da metade foram efetivamente elaborados e enviados ao órgão.

São projetos na área de literatura, música, artes cênicas, audiovisual, folclore e artes visuais que, se aprovados forem, movimentarão a cena cultural coxinense até meados de 2021, levando o nome e a fama do município ao mais alto patamar da cena cultural sul-mato-grossense e brasileira.

Ainda de acordo com Albrecht, “…proporcionalmente o município de Coxim é, notoriamente, o maior produtor de projetos culturais do interior do estado de MS, elaborando e enviando anualmente cerca de 50 (cinqüenta) propostas para os mais diversos fundos de financiamento de cultura tanto do estado quanto do país…”, merecendo, segundo ele, “…mais uma denominação popular, a de Capital Interiorana dos Projetos Culturais.”

O site Coxim Agora vai publicar, a partir da próxima quinta-feira, com a ajuda dele, uma sequência de 10 (dez) matérias sobre alguns dos melhores projetos culturais da cidade, iniciando por alguns que foram enviados neste ano para o FIC/MS até projetos já consagrados como, por exemplo, o Rota das Monções e o Vila dos Diamantes.

Foto: Divulgação
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