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10 de dezembro de 2019
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Professor aciona o MPF e pede novas investigações sobre concurso da categoria

Fachada do prédio do MPF, em Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

O MPF (Ministério Público Federal) foi acionado por professor de Nova Andradina para investigar a banca organizadora do concurso público de professores de Mato Grosso do Sul. As provas foram realizadas ano passado e homologadas em agosto deste ano, com oito meses de atraso. O certame foi marcado por inúmeras queixas dos candidatos e reprovação de 99% dos inscritos.

À reportagem do Campo Grande News, o professor Osny de Souza Ribeiro explicou ter resolvido acionar o MPF para aprofundar as investigações. “Para que seja mais abrangente”, resumiu ele. A denúncia foi feita no dia 27 de novembro, três meses após a homologação dos resultados. “A intenção é o MPF compartilhar as investigações com o MPE”.

O concurso já foi alvo de investigação no MPE (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por conta de possíveis irregularidades na elaboração da prova. Em fevereiro deste ano, o promotor Eduardo Cândia, da 67ª Promotoria de Justiça da Capital, à 1ª Vara de Direitos Difusos chegou a pedir a suspensão do certame para adequação dos editais. O problema foi erro de cálculo na reserva de vagas para negros e pessoas com deficiência.

Outras reclamações feitas pelos concorrentes na época foram problemas na formatação e parágrafos nos textos, além de dificuldade em enxergar a tabela periódica.

As provas com oferta de mil vagas foram aplicadas em Campo Grande e Dourados. Ao todo, foram 14.370 candidatos inscritos e apenas 73 aprovados. A carga horária é de 20 horas semanais com salários de R$ 2.878.

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