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19 de novembro de 2019
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Doleiro e namorada usaram cidade de MS para despistar polícia em encontros românticos

Myra de Oliveira Athayde, presa nesta terça-feira (19) apontada pela Polícia Federal como comparsa de Dário Messer, foi também alvo de investigações que levaram à prisão do ‘doleiro dos doleiros’ em julho deste ano. O casal se encontrava em território paraguaio e chegou a usar como rota para despistar as autoridades cidades de Mato Grosso do Sul.

Investigações pela polícia paraguaia em contribuição com a Polícia Federal levaram a identificar Myra, que namorava Dário Messer. Ela foi apontada pelo jornal ABC Color como ‘calcanhar de Aquiles’ do doleiro, o que teria levado ele a cometer erros pontuais que resultaram na prisão.

Os investigadores identificaram as viagens feitas tanto por Myra quanto por Messer ao Paraguai, utilizando como rota voos diretos do Rio de Janeiro ou São Paulo. Em algumas ocasiões, eles teriam chegado a utilizar Dourados como rota, pousando no território sul-mato-grossense e seguindo de carro para o país vizinho.

Também conforme apurado pelo Midiamax, ainda havia evidências de que o casal se encontrava nas cidades de fronteira seca e “com fraco controle migratório”, conforme pontuado pelas delegadas da Polícia Federal no pedido de prisão do doleiro. Messer foi preso em São Paulo no fim de julho deste ano. A namorada e também a mãe dela foram detidas durante a Operação Patrón, na manhã desta terça-feira.

Verdadeira longa manus

O juiz Marcelo Bretas teria descrito Myra Athayde como “verdadeira longa manus” de Messer, ou seja, a executora de ordens. Conforme o jornalista Diego Amorim para O Antagonista, Myra seria responsável por articular as retiradas de valores com os doleiros amigos de Dario no Paraguai e também pela entrada dos montantes no Brasil.

A namorada de Messer ainda teria atuado na remessa dos valores para o Estados Unidos, e conta em offshore. “Cabe destacar que Myra adquiriu, em curto período de tempo, cédula de identidade paraguaia, consoante os dados de quebra telemática, o que facilitaria sua locomoção naquele país.”

Bretas ainda conclui que, como Dario tinha contra ele mandado de prisão, o que dificultava sua locomoção tanto dentro quanto fora do país, Myra viajava e movimentava as grandes quantias em espécie para o namorado.

Operação Patrón

A operação foi deflagrada pela força-tarefa da Lava Jato, como desdobramento da Operação Câmbio Desligo. Os alvos em Mato Grosso do Sul são o empresário Orlando Mendes Gonçalves Stedile e o fazendeiro Antônio Joaquim Mendes Gonçalves Mota. Mandados de prisão também foram expedidos contra o ex-presidente do Paraguai, Horácio Manuel Cartes, e o dono do Shopping China, Felipe Corgono Alvarez.

Os pedidos de prisão temporária foram expedidos pela 7º Vara Criminal do Rio de Janeiro. Foram 37 mandados sendo 16 mandados de prisão preventiva, 3 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Rio de Janeiro e Armação dos Búzios, grande São Paulo e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.

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