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29 de outubro de 2019
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Municípios impactados por concessão querem comissão para resolver problemas

Municípios alegam que prioridade da concessionária foi construção de pedágios (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)

Prefeitos de 21 municípios de Mato Grosso do Sul querem a criação de comissão para discutir o descumprimento do contrato de concessão da rodovia BR-163 para a CCR-MSVia com o governo Federal. Não só a duplicação da rodovia está no debate, mas o impacto das mudanças implantadas na via nas áreas urbanas dos municípios.

Em audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira, representantes de Campo Grande e Dourados, duas maiores cidades do Estado falaram sobre as dificuldades encontradas. O secretário de Infraestrutura e Serviço Público, apontou a criação de comissão com os prefeitos como alternativa para tentar solucionar o problema. “Precisamos levar esse problema até o ministério da infraestrutura, porque nós não temos nenhuma gerência sobre esse contrato. É uma concessão federal. Então não adianta a gente ficar discutindo com a concessionária”, lembrou.

O fato de a concessionária desistir da duplicação de mais de 340 quilômetros de rodovia, previsto no contrato assinado em 2013, tem impacto direto na Capital. “A duplicação no anel viário de Campo Grande deveria ser uma prioridade. Passa dentro da área urbana é onde tem o maior número de veículos trafegando”, ressaltou o chefe da Sisep.

O secretário de Fazenda de Dourados, Carlos Dobes, disse que a mudança na rodovia, que gera expectativa de “progresso”, transformou-se em “transtorno”.

Segundo ele, a segunda maior cidade do Estado teve um problema sério, porque foram fechados acessos à rodovia, dividindo o município em duas partes. Agora, afirma, seria necessária a construção de viadutos e marginais para resolver a situação e melhor a mobilidade dos moradores. “Muitos acessos foram fechados e isso prejudicou muito o nosso comércio”, lembrou.

A criação de comissão para debater o assunto em Brasília foi um dos encaminhamentos da audiência pública realizada na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), proposta pelos deputados estaduais Paulo Correa (PSDB) e José Carlos Barbosa (DEM).

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