Coxim, MS
9 de agosto de 2019
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Jovem teria se enroscado em rede de pesca, se afogado e desaparecido no rio Taquari, dizem amigos a polícia

Foto: Maikon Leal

Anderson Damião Franco Silva, de 30 anos e Valderley da Silva Sampaio, de 35 anos, concederam entrevista ao Coxim Agora no início da noite desta quinta-feira (08), a respeito do afogamento e desaparecimento do jovem Wendel Alves da Silva, de 21 anos.

Silva e Sampaio foram os últimos a ver Wendel com vida e segundo eles, o jovem teria possivelmente se enroscado na rede de pesca, se afogado e em seguida desaparecido nas águas do rio Taquari.

Anderson contou que conhecia Wendel há aproximadamente 5 meses, juntamente com Valderley combinaram de pescar utilizando rede na modalidade arrastão, na noite desta quarta-feira, no perímetro urbano da cidade, aos fundos de um areeiro.

Por volta de 18h48min de quarta-feira, Valderley buscou Wendel em casa, em seguida, os três foram até a região barra do Fortaleza, onde pegaram um barco e a rede de aproximadamente 60 metros.

De acordo com os depoentes, por não saber nadar, Valderley ficou no barranco as margens do rio, enquanto isso, Wendel que também não sabia nadar, pegou uma ponta da rede e foi até o meio do rio, que não estava muito cheio e por isso era possível caminhar com facilidade, já a função de Anderson era segurar a outra ponta da rede.

Segundo Anderson, no momento em que eles estavam passando a rede, ele sentiu um puxão, em seguida, escutou Wendel pedir socorro, apesar de estar bastante escuro, ele foi em direção a Wendel e tentou ajudá-lo, no entanto, o jovem ficou desesperado e passou a puxá-lo para o fundo, sem ter o que fazer, ele apenas evitou se afogar. O jovem se afogou e desapareceu nas águas do rio por volta de 20 horas.

Em choque, Anderson e Valderley pegaram o barco e passaram a realizar buscas pelo rapaz, mas sem sucesso, eles permaneceram no local até meia noite.

Quando questionados sobre o motivo da demora de avisar as autoridades sobre o fato, Anderson e Valderley alegaram que ficaram em choque com a situação, pois eles saíram os três para pescar e esperavam retornar todos bem com os peixes para casa, mas ficaram desolados após o amigo desaparecer no rio. “A justiça é divina, as coisas não estão nas mãos do homem não, estão as mãos de Deus, estamos com a consciência tranquila que eu tentei salvar ele, mas o julgamento é de Deus”, desabafou Anderson.

Anderson e Valderley tiveram os celulares, o barco e o veículo apreendidos, eles foram liberados após o depoimento, no entanto, o caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Coxim.

Nesta sexta-feira (09), o delegado responsável pelo inquérito, Felipe Paiva, deve ouvir mais testemunhas, e até que o corpo da vítima não seja encontrado e passado por uma necrópsia, o caso será tratado como desaparecimento.

Foto: Maikon Leal
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