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5 de agosto de 2019
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Passar horas no celular aumenta o risco de obesidade em 43%

Estudo revela como o uso de celular aumenta a obesidade – Foto: Shutterstock

Quanto tempo por dia você passa com o celular na mão? Estudos já apontaram problemas de saúde mental e física ligados ao uso de dispositivos móveis. Porém, uma nova pesquisa revela a associação de smartphones com um dos maiores problemas de saúde pública do mundo: a obesidade.

Pesquisadores da Universidade Simón Bolívar (Colômbia) descobriram que quem passa cinco ou mais horas por dia no celular tem um risco 43% maior de se tornar obeso.

Foram analisados 1.000 mulheres e homens universitários e seus comportamentos em relação ao uso diário de smartphone entre junho e dezembro de 2018.

Homens x mulheres

A probabilidade de ter obesidade sob estas condições é ainda mais elevada entre as mulheres. Os cientistas apontaram que elas apresentam o dobro da chance de ter excesso de peso quando comparadas com homens.

Mais fast-food, menos exercícios

O estudo ainda mostra que pessoas que utilizam o celular a partir de cinco horas diárias têm duas vezes mais propensão a ingerir alimentos e bebidas não-saudáveis. Ou seja, refrigerantes, fast-food e doces.

Esses mesmos indivíduos têm menores chances de praticarem qualquer atividade física regularmente, comportamento que também reflete um maior risco de desenvolver obesidade.

Riscos de ficar no celular

Assim, o estudo reforçou que ficar muito tempo em frente ao celular aumenta o sedentarismo e reduz a prática de exercícios. Estas atitudes potencializam os riscos de morte prematura, diabetes, câncer, lesões musculares e articulares, hipertensão, parada cardíaca e outras doenças.

População obesa

No Brasil, a obesidade afeta mais da metade (cerca de 54%) da população, e o número tem aumentado progressivamente. Os dados são da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

A estimativa é de que em 2025 haja aproximadamente 700 milhões de adultos com obesidade no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os números são bastantes preocupantes em relação à saúde pública e à taxa de mortalidade, já que a obesidade pode causar outras doenças potencialmente fatais – como diabetes e infarto.

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