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1 de agosto de 2019
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Planeta potencialmente habitável é descoberto em novo sistema solar

Lua aparece atrás de telescópio do Instituto Espanhol de Astrofísica das Ilhas Canárias, em Tenerife – AFP/Arquivos

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu um novo sistema solar, com um planeta que poderia ser “habitável” – disse à AFP, nesta quinta-feira (1º), o astrofísico espanhol Rafael Luque, que liderou as buscas.

Três novos planetas foram descobertos em órbita ao redor de GJ 357d, uma anã vermelha – uma pequena estrela na fase de resfriamento. Eles formam um sistema solar localizado a 31 anos-luz da Terra, a uma distância relativamente pequena na escala espacial, detalhou Luque, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.

A descoberta foi feita, graças aos dados fornecidos pelo satélite TESS da NASA (a agência espacial americana), especializado na busca de exoplanetas – localizados fora do nosso sistema solar.

O planeta mais distante da estrela, chamado GJ 357d, é de particular interesse para os pesquisadores, que acreditam que pode ser habitável. Os outros dois são muito quentes.

Os critérios usados para medir a habitabilidade de um planeta incluem solo rochoso, um tamanho similar à Terra e uma distância que não é muito pequena nem muito grande em relação à sua estrela, de modo que a temperatura seja propícia à presença de água líquida. Este último é um ingrediente-chave para permitir o desenvolvimento da vida.

Dada sua distância de sua estrela, muito próxima da que existe entre o planeta Marte e o nosso Sol, os pesquisadores estimam que as temperaturas do planeta GJ 357d sejam em torno de -53ºC.

“Parece um pouco frio à primeira vista. Mas, se a atmosfera for densa (ao contrário de Marte), o efeito estufa aqueceria a superfície, e a água poderia ser líquida”, diz Luque.

Os pesquisadores acreditam que o GJ 357d possa ser de uma a duas vezes o tamanho da Terra.

Este planeta não é o primeiro potencialmente habitável a ser descoberto perto de nós.

Em 2016, a descoberta de Proxima b, a apenas quatro anos-luz de distância do nosso sistema solar, causou sensação.

O problema nessas descobertas está no método usado.

Proxima b e GJ 357d foram descobertos pelo método da velocidade radial, que consiste em localizar a oscilação causada na estrela pela gravidade exercida por um planeta em órbita.

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