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12 de julho de 2019
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Laços de Família: Justiça nega pedido de médico para recuperar Camaro em MS

Filho de policial, que foi assassinado, ostentava Ferrari em Mundo Novo (Foto: Reprodução redes sociais)

Um médico de Cuiabá, que alega ser o dono de um Camaro, veículo de luxo apreendido durante a Operação Laços de Família, teve o pedido de uso da justiça gratuita para levantar o sequestro do carro de luxo indeferido pela Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. O despacho da 3ª Vara foi publicado nesta sexta-feira (12) no diário oficial do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).

Segundo a decisão, o médico não comprovou a aquisição lícita e onerosa do veículo e não especificou qual seria o prejuízo com o sequestro do carro. Também foi negado po pedido de justiça gratuita porque não foi apresentada a declaração de hipossuficiência.

“É importante salientar que o objeto da demanda é um veículo de luxo, o que indica, em uma análise preliminar, a existência de condições financeiras do Embargante. Na verdade, a comprovação da capacidade econômica do autor é requisito para o deferimento da presente demanda”, concluiu o juiz. O valor atualizado do veículo, segundo a tabela Fipe, é de R$122.048,00.

Operação Laços de Família

A ação tem 22 réus e aponta um patrimônio familiar de R$ 19,5 milhões em poucos anos, incompatível com a renda do policial, que ostentava bens como veículos de luxo, incluindo uma Ferrari, pela cidade de Mundo Novo, do interior de Mato Grosso do Sul. Dentre os réus estão o filho de Molina, Jefferson Piozevan Azevedo, assassinado durante as investigações e Douglas Bodinho, genro de Molina, apontados como os chefes da quadrilha.

Também figuram no grupo denunciado a esposa, Rosiléia, a filha, Jéssica, a nora Lizandra e Jefferson Bodão, cunhado de Jéssica, além de agentes operacionais e logísticos, como Jairo Rockembach Chicão, Maicon Henrique, Bonyeques Piovezan e Cláudio Cesar, além de ‘correrias’, que prestavam serviços financeiros, de segurança, negociação de veículos e integração do capital a atividades econômicas lícitas.

A operação foi deflagrada em junho do ano passado e aponta ligações da família com o PCC. Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu R$ 317.498,16 em espécie, joias avaliadas em R$ 81.334,25, duas pistolas, 27 toneladas de maconha, duas caminhonetes e 11 veículos de transporte de carga. As ordens judiciais foram cumpridas em MS, Paraná, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Norte.

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