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13 de dezembro de 2018
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Entenda como são feitos os testes rápidos para HIV no SUS

Os testes rápidos de HIV foram criados ainda na década de 1980 e popularizados mundialmente a partir da década seguinte. Foram incorporado à rede pública de saúde brasilieira a partir de 2005.

No ano passado, o Ministério da Saúde distribuiu 12,5 milhões de testes rápidos para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o País. No ano anterior, foram 11,8 milhões.

Hoje, quem quiser saber se está infectado com o HIV pode ir a uma UBS ou um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) (localize aqui um próximo de você). Lá, profissionais habilitados vão coletar o material biológico do paciente e realizar a testagem.

Podem ser feitos com amostra de sangue total obtida por punção venosa ou com amostras de fluido oral.

Os testes rápidos não indicam a presença do vírus no organismo, mas a presença dos anticorpos que o corpo produz quando detecta a infecção pelo HIV.

São feitos dois testes rápidos. O primeiro é considerado um teste de triagem. Ou seja, se o resultado for positivo, logo em seguida o profissional de saúde vai aplicar um teste confirmatório, que também é um teste rápido, mas de outra marca.

“As UBSs recebem uma marca de teste rápido para a triagem, e outra marca de testes para fazer o confirmatório.

Dois testes de marcas diferentes com resultados positivos já confirmam o diagnóstico”, explica Sérgio D’Ávila, gerente de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

D’Ávila esclarece que o teste confirmatório é importante para ter um diagnóstico seguro, pois há chance de o teste de triagem ter como resultado um falso positivo.

“Normalmente, os testes de triagem são muito sensíveis. Se o paciente estiver com uma infecção cruzada, causada por outro vírus semelhante ao HIV, como o HTLV [outro tipo de vírus que ataca as células de defesa do organismo], isso pode afetar o resultado.”

Para ter um resultado mais confiável e não correr o risco de ter como resultado um falso negativo, o paciente deve obedecer a janela imunológica do organismo. Isso significa que a pessoa deve esperar ao menos 20 dias para fazer o teste, contados a partir do dia em que ela se expôs ao risco de infecção.

“É como o teste de gravidez.

Se a mulher teve relações sexuais sem uso do preservativo ontem e fizer o teste hoje, ele não vai exibir um resultado confiável.

Da mesma forma, o teste de HIV tem uma janela imunológica para ser confiável. Não adianta fazer o teste logo após se expor a uma situação de risco”, explica D’Ávila.

A partir de 2019, o Brasil vai dar mais um passo na promoção do acesso do usuário ao diagnóstico precoce: os chamados autotestes, nos quais o próprio usuário pode fazer a coleta do sangue ou fluido oral, aplicar no material do teste e visualizar o resultado.

A partir daí, deverá procurar apoio profissional para confirmar o resultado e iniciar o tratamento disponível no SUS.

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