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13 de dezembro de 2018
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Coreia do Norte faz ação conjunta inédita com rivais do sul

Inimigos há 70 anos, militares das Coreias do sul e do norte trocaram cigarros e participaram nesta quarta-feira (12) da primeira missão conjunta desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953).

Emissários dos dois países inspecionaram a demolição e o desarmamento de 22 postos de guarda ao longo da fronteira. A região, chamada de zona desmilitarizada (DMZ), é uma faixa de 4 quilômetros de largura ao longo dos 238 quilômetros de fronteira entre os dois países.

Criada em 1953, é patrulhada por soldados fortemente armados e tem sido palco de conflitos com mortes desde sua criação. Estima-se que há 2 milhões de minas terrestres na área.

Em setembro, os dois países concordaram em demolir os postos de guarda, como parte de um programa para tornar o local uma “zona de paz”. É um ato simbólico, já que restam cerca de 50 postos sul-coreanos e 150 norte-coreanos.

Grupos de sete militares de cada lado atravessaram para o lado rival, foram recebidos por tropas locais, cumprimentaram-se e fizeram a inspeção conjunta, segundo agências de notícias que puderam presenciar a ação.

Os norte-coreanos permitiram que os militares rivais usassem instrumentos parecidos com estetoscópios para verificar se não havia túneis sob os postos de guarda demolidos, segundo o governo sul-coreano.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que tem atuado para reduzir as sanções contra a Coreia do Norte, chamou a inspeção conjunta de “um marco na história dos dois países, inimaginável no passado”.

Os dois países continuam tecnicamente em guerra, só um armistício foi assinado em 1953. Ambos os governos, porém, defendem algum grau de aproximação entre as regiões, separadas ao fim da Segunda Guerra Mundial em territórios sob influência da então União Soviética, ao norte, e dos Estados Unidos, ao sul.

A Coreia do Norte propõe uma reunificação no modelo “um Estado, dois governos”, com chefe de Estado e atividades de defesa e diplomacia comuns, mas regimes separados.

Desde o começo deste ano, as duas Coreias têm tomado medidas concretas de aproximação, como a participação conjunta nos Jogos Olímpicos de Inverto, em fevereiro, e três reuniões de cúpula entre os dois governos.

Existe a expectativa de que o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visite a Coreia do Sul para um quarto encontro ainda neste ano, embora analistas considerem baixa essa chance.

Há tratativas para restabelecer o tráfego de trens pelas ferrovias que percorrem cortam a península nas costas leste e oeste.

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, também participou de encontro inédito com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Singapura, em junho.

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