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29 de outubro de 2018
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Human Rights faz apelo para que se proteja a democracia no Brasil

O diretor da Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, em 27 de julho de 2016 durante uma conferência em Buenos Aires – AFP

A ONG Human Rights Watch fez neste domingo (28) um “apelo urgente” para proteger os direitos democráticos no Brasil após a vitória do candidato da extrema direita Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais brasileiras, afirmando que se unirá a juízes, jornalistas e sociedade civil contra qualquer tentativa de prejudicar as “instituições”.

“O Brasil tem juízes independentes, promotores públicos e defensores públicos comprometidos, repórteres corajosos e uma sociedade civil vibrante”, disse o diretor da HRW para as Américas, José Miguel Vivanco, em uma declaração intitulada “Brasil: um apelo urgente para proteger os direitos”.

“Vamos nos unir a eles para enfrentar qualquer tentativa de corroer os direitos e instituições democráticos que o Brasil construiu laboriosamente nas últimas três décadas”, continuou ele.

Bolsonaro, 63 anos, ex-capitão do Exército, nostálgico da ditadura militar (1964-1985) e conhecido por suas frases misóginas e racistas, conquistou a presidência do Brasil derrotando o candidato Fernando Haddad, com 55% dos votos neste domingo.

“A Human Rights Watch vai monitorar de perto a retórica e as ações do governo de Bolsonaro”, continuou.

A ONG recordou algumas declarações polêmicas do presidente eleito, como a que ele fez dias atrás contra seus adversários de esquerda, referindo-se a eles como “vermelhos marginais” que “serão banidos”.

Da mesma forma, a HRW lembrou que mais de 140 repórteres foram perseguidos, ameaçados e, em alguns casos, agredidos fisicamente durante a cobertura do processo eleitoral, citando a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

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