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18 de outubro de 2018
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Dupla é presa depois de “envelopar” tornozeleiras com papel alumínio

Embrulho de papel alumínio usado para “envelopar” tornozeleira eletrônica (Foto: Arquivo)

Dois presos monitorados com uso de tornozeleiras foram presos nesta quinta-feira (18) depois de tentarem burlar o sistema “envelopando” o equipamento com papel alumínio. A estratégia atrapalha o envio do sinal do aparelho a central. No mês passado, foram registrados três casos semelhantes no Estado.

Conforme a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o caso foi descoberto na noite de ontem (17) por agentes quando identificaram que João Vinicius de Souza e Lucas Penha Ortiz de Oliveira tentaram atrapalhar o envio de sinal de GPS à central.

Os servidores então acionaram os policiais militares, que foram até as residências dos monitorados. Lá, foi verificado que eles não estavam em casa, descumprindo ordem judicial.

Constatadas as irregularidades, os policiais militares retomaram as buscas na data de hoje, conforme a indicação do sinal emitido pelas tornozeleiras, e conseguiram prender Vinicius e Lucas. Com isso, também foi lançada a fuga dos monitorados.

A dupla cumpria pena em regime aberto, que havia sido convertida em monitoramento eletrônico pela justiça.

Agepen – O diretor da Unidade de Monitoramento Virtual, Ricardo Teixeira, destaca que os agentes fazem o acompanhamento remoto dos monitorados 24 horas por dia e qualquer alteração é percebida pelos profissionais. Com isso, é muito difícil que os monitorados obtenham sucesso ao tentar burlar o sistema.

Porém, a Agepen já solicitou à empresa terceirizada, que fornece os equipamentos e tecnologia de monitoramento no estado, que busque mecanismos para evitar qualquer tipo de fraude na utilização da tornozeleira.

A determinação do uso da tornozeleira como medida alternativa à prisão cabe exclusivamente ao Judiciário, assim como a perda do benefício e regressão de pena.

Bateria – Outro caso que ocasionou mandado de prisão foi o descumprimento por parte de um monitorado que cumpria media restritiva devido à lei Maria da Penha. Ele deixou de recarregar a bateria do equipamento por um período de 4 horas, por duas vezes, fato que foi comunicado ao Poder Judiciário, que determinou a prisão.

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